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  • A minha carta aberta...

    sexta-feira, 14 de maio de 2010
    É sempre de ti que me lembro quando me acontece algo de bom ou quando me acontece algo de mau...
    És sempre a primeira pessoa com quem me apetece partilhar as alegrias e as tristezas.
    Sei que tu mais facilmente partilhas as alegrias do que as tristezas, no entanto tenho sentido um esforço muito grande da tua parte para me deixar ocupar um espaço um pouco maior na tua vida.

    Dizes que me tens contado imensas coisas mas que eu não tenho noção, e tens toda a razão...a verdade é que não tenho noção. Sei que te esforças e quero que saibas que me sinto feliz e deveras grata por sentir que te tens aberto bem mais ultimamente.
    Sempre me fizeste feliz e posso dizer que fazes cada vez mais. Os momentos que passamos juntas deixam-me simplesmente radiante e nem todo o ouro do mundo poderia saber melhor do que isso.
    Estar nos teus braços é como voltar à infância, sentir-me protegida de todo o mal. Ter-te nos meus braços é como ter o maior tesouro do mundo nas mãos, a maior preciosidade. Quando me abraças, toda a força parece pouca para te "segurar" e para te sentir bem juntinho a mim. Fazes-me sentir a miúda mais rica do mundo e embora não possa ver o meu olhar enquanto olha para ti, tenho certeza que a tua luz se reflecte nos meus olhos e que se consegue ler a minha felicidade como num livro aberto.

    Quando se trata de ti, não faço o mínimo esforço para esconder o que quer que seja. Por vezes pergunto-me se não deveria revelar um pouco menos e ser um pouco menos "decifrável", no entanto a confiança que tenho em ti leva-me a abrir-me completamente com toda a serenidade. Não tenho receio que leias em mim todo o amor que sinto por ti, pois ele é muitas vezes o que me faz caminhar.

    Quero que saibas que te amo por seres tão pragmática, muito embora me tenha queixado muitas vezes por isso. No entanto, sabes reconhecer tanto os teus erros como os meus, assim como sabes reconhecer tanto as tuas qualidades como as minhas, e admiro muito isso.
    amar não é rebaixarmo-nos para que o outro se possa sentir superior nem tampouco enaltecer-nos a nós próprios para que o outro nos admire mais. Amar é simplesmente pormo-nos ao mesmo nível que o ser amado, pois só assim conseguimos ver as coisas do mesmo ângulo ou pelo menos tentarmos.
    Amo-te porque me pedes para não me rebaixar e porque também não te enalteces. reconfortas-me e apoias-me sempre que achas que o deves fazer e que é a melhor coisa a fazer, e "das-me nas orelhas" quando sentes que o mereço e que as festinhas na cabeça só me irão prejudicar. E por muito que por vezes preferisse as tais festinhas na cabeça, sei que tens toda a razão quando me chamas à atenção, e nas devidas alturas também me das todo o teu mimo.

    Adoro-te e tenho adorado os nossos momentos, a nossa cumplicidade e todo o teu esforço para que o "nós" funcione da melhor forma.

    Gosto de ti...também porque me ensinas a gostar de mim.
    Gosto de nós...

    Obrigada minha goma favorita.

    No que estás a pensar?

    quarta-feira, 12 de maio de 2010
                                                                                                                                                                            
    "-No que estás e pensar?, perguntou dissimulada atrás dos seus óculos de sol.
    - Se acontecer depois eu digo-te...respondeu ela.

    Essa pergunta era recorrente entre elas, e quando A. fez a pergunta, quis responder-lhe de imediato que estava a pensar no quanto lhe apetecia pegá-la nos seus braços e poder finalmente tocar os seus lábios com os dela. No entanto sabia que era demasiado arriscado e tinha demasiado receio da resposta de A.

    A tarde continuou o seu rumo, foram passear na areia conversando sobre tudo um pouco. No entanto só conseguia pensar no quanto gostava daquela rapariga ali ao seu lado, do seu jeito...do quanto lhe apetecia tocar na sua pele. Nessa altura ainda não pensava nela em termos sexuais nem imaginava fazer amor com ela, mas sabia que se alguma vez chegasse a beijá-la, nunca mais quereria largá-la.

    Num recanto mais escondido acabaram por parar e encostar-se a uma rocha. O ambiente era pesado pois ainda na véspera A, tinha-se aborrecido com ela por ser tão insistente em querer saber se alguma vez poderia acontecer alguma coisa entre elas. Estava arrependida por ter forçado o assunto mas por outro lado estava de alguma forma feliz pois A. havia deixado entender que sentia a mesma vontade que ela de estar perto dela, de partilhar mais do que um abraço...
    A. não falava, e quando falava as suas palavras eram tudo menos meigas, sentia-se nela ainda o efeito da véspera e claro que estava decidida a não tornar as coisas fáceis para D.
    Após uns tempos regressaram ao carro para voltar para casa. Haviam combinado jantar juntas nesse dia. D. cozinharia para A.

    "-Sempre jantas comigo em casa?
    -Se quiseres sim, é igual.
    -Não tens de ficar se não quiseres não é? S´ficas se realmente quiseres.."

    Ao ouvir essas palavras, A. aborreceu-se novamente e respondeu friamente e obviamente chateada:

    "-Não não quero! Pronto, satisfeita?!"

    D. entrou automaticamente em pânico e sentiu que tinha abalado tudo ao querer à força que A. exprimisse vontade e gosto em estar com ela para jantar. pediu desculpas uma dezena de vezes e lá conseguiu convencê-la a ficar. D. tinha um jeito muito especial para irritar A. e metia constantemente a pata na poça. Nesse momento sentiu que o resto da noite teria de ser perfeito e que não poderia voltar a ter uma atitude estúpida com A. ou arriscar-se-ia a estragar tudo de vez.

    Enquanto preparava o jantar, sentia-se constantemente a tremer por dentro. Não conseguia deixar de imaginar em como gostaria que a noite corresse, na melhor forma de agradar a A. sem fazer novamente nenhuma gaffe.
    Muito embora não deixasse de pensar no quanto queria realmente que algo acontecesse entre elas, essa ideia parecia-lhe obviamente boa demais. o seu desejo era tão forte mas tudo aquilo lhe parecia impossível e à medida que os minutos e as horas iam passando, sentia-se cada vez mais nervosa por ver que as coisas lhe estavam a correr bem, pois isso implicava que talvez o seu sonho se viesse de facto a realizar, e essa ideia deixava-a simultaneamente aterrorizada e feliz.

    Após o jantar voltaram para o sofá onde já tinham estado um pouco antes. A muito custo e medo D. aproximou-se de A. mexendo-lhe no cabelo como tanto gostava. Sentia-se nervosa e com receio que a qualquer momento A. decidisse acabar com aquele momento e fosse embora. No entanto, nada disso aconteceu. D. encheu-se de coragem e aconchegou-se no colo de A., alojando a cara no seu pescoço para respirar aquele cheiro tão característico e electrizante que tanto adorava. Aos pouquinhos foi-se atrevendo e arriscou uns beijos discretos e envergonhados no pescoço de A.

    Toda ela se sentia em ebulição, entre o receio e a vontade...mil vezes sentiu-se prestes a tentar beijá-la mas recuava interiormente no último segundo. Recuava e foi recuando até que avançou. Lentamente os seus beijos foram subindo pelo pescoço até que encontraram os lábios de A. Nesse instante sentiu uma sensação que nunca tinha sentido antes com tal intensidade...como se milhares de borboletas estivessem a voar no seu estômago e em todo o seu corpo. Se tentasse levantar-se e andar naquele momento, está convencida de que não teria caminhado mas sim voado. Os lábios quentes de A. haviam correspondido o seu beijo e eram a coisa mais doce e suave que alguma vez havia tocado em toda a sua existência.
    Passados alguns segundos, começou a recear que assim que os seus lábios se separassem, A. cairia em si e diria que era um erro, que não queria aquilo, que não podia ser, ....

    "Isto é de loucos!", foram na verdade as suas palavras quando pararam e olharam uma para a outra. A. soltou uma gargalhada e repetiu essas palavras algumas vezes. Ainda receosa mas ainda contagiada pelas borboletas imparáveis no seu estômago, D. voltou a beijar A. e sentiu-se renascer ao ser correspondida.
    O sonho havia-se tornado realidade e tudo aquilo lhe pareceu um autêntico filme, um filme ao qual ela desta vez não assistia mas sim era uma das personagens principais.

    Desse dia em diante, o mundo mudou para ela. As cores mudaram e avivaram-se, as borboletas nunca mais deixaram o seu estômago e o seu coração ganhou asas ela não sonharia ser possível...."

    Por vezes cruzam-se e encontram-se as vidas de duas pessoas...e essa junção consegue mudar a forma como o mundo gira, consegue abalar todas as certezas e incertezas de uma alma.

    ...tu e eu...

    terça-feira, 11 de maio de 2010
    ...tu e eu...
    É um bocadinho assim não sei bem como...
    Não se sabe bem como começou...onde começou...nem porquê... muito menos se sabe onde vai chegar...
    Por vezes nem tu nem eu sabemos como ainda continuamos...existem os motivos básicos...porque se gosta, principalmente, mas não só.

    ...tu e eu...
    É aquela coisa...
    Um bocado improvável na verdade...
    Tu não sabes porque começaste a gostar...
    Eu por vezes não sei porque continuo a lutar...ou onde arranjo forças para tal...

    ...tu e eu...no entanto...
    É aquela coisa...
    Dá-me asas...dá-me alento...faz-me borboletas no estômago....trouxe luz para a minha vida...trouxe as cores quando era tudo a preto e branco...
    Faz-me respirar e existir...faz-me viver...

    ...tu e eu...não sei...
    É aquela coisa...
    Que parece que nunca se percebeu e nunca tem explicação...
    Que nos faz dar passos no escuro...mas por mim, desde que seja com a tua mão na minha, é sempre seguro...

    ...tu e eu...
    É aquela complicação...aquela dúvida constante...
    É as condicionantes...é o resto do mundo entre tu e eu...por muito juntinhas que estejamos...
    É o silêncio por vezes pesado, por vezes leve e reconfortante...

    ...tu e eu...
    É aquela coisa que ninguém pode saber...
    É aquele segredo guardadinho...
    É como a caixa de pandora que não se pode nem deve abrir...

    ...eu...
    Sou aquela que quer sempre forçar a tal caixa de pandora...
    Sou aquela que quer subir ao topo do mais alto arranha céu e pedir-te em casamento aos olhos de todos...
    Sou aquela que às vezes arranja maneira de te convencer que os pedacinhos encaixam todos...
    Sou também aquela que por vezes despedaça tudo...

    ...tu...
    És aquela que me faz feliz...
    És aquela que sussurra sempre bem baixinho que me ama...
    És aquela que tem receio de pegar em mim para dançar...
    És aquela que não me consegue dar um abraço em público...
    És aquela que tem receio de perder a liberdade...

    ...eu...
    Sou aquela que tem receio de te perder...
    Sou aquela que não te quer perder...
    Sou aquela que só sou eu a 100% se te tiver ao lado...

    ...tu...
    És aquela que precisa de pensar...
    És aquela que é "pior" que droga...
    És aquela que descobri e que me faz descobrir-me a mim mesma dia após dia...

    ...eu...
    Quero a ti...

    ...tu...
    És a minha luz...

    Pergunta a sério....

    sexta-feira, 7 de maio de 2010
       Queres casar comigo? ... 

    Factos

    quarta-feira, 5 de maio de 2010
    Quando recebo uma mensagem, a maior parte das vezes espero que sejas tu.
    Quando recebo uma mensagem tua que imagino que vá ser "má", começo por ler só as últimas palavras.
    Quando começas a mandar mensagens muito curtas e concisas várias vezes seguidas, começo a pensar que a próxima "fase" chegou.
    Tenho uma "prenda" para te entregar há mais de 5 meses, a qual não consigo entregar com receio de que não gostes.
    Por vezes quando pergunto se queres casar comigo acredito mesmo que possas dizer que sim.
    Tenho dificuldades em acreditar que algum dia queiras viver comigo.
    Quando pergunto se queres viajar para aqui ou para ali comigo um dia, ou fazer isto ou aquilo, sei que muitas dessas coisas são impossíveis, que não passam de sonhos dificilmente atingíveis. Mas não me importo, pois aquilo que eu quero saber na verdade é somente se gostarias de fazer essas coisas comigo.
    Paro muitas vezes em frente a montras de ourivesarias e joalharias para ver qual a aliança com a qual pedir-te em casamento.
    Pergunto-me frequentemente como consegues ser tão gira e eu tão banal.
    Gosto particularmente de conhecer pessoas que me lembrem muito de ti mas pelas quais não me sinto minimamente atraída, simplesmente porque reforça a minha certeza de que estou verdadeiramente apaixonada por ti, e de que és a única que importa para mim.
    Pergunto-me muitas vezes como seria a minha vida hoje se não te tivesse conhecido.
    Pergunto-me também se te perguntas o mesmo.
    Apetece-me falar de ti a toda a gente.
    Está  agora a dar uma música do Tiago Bettencourt e lembro-me sempre de ti.
    Pergunto-me por vezes porque nunca danças comigo. Eventualmente chego a uma conclusão qualquer, sempre diferente da anterior.
    Pergunto-me o que pensas quando olhas para mim.
    Por vezes apetece-me acabar com este blog.
    Sonho em passar a mão na tua barriga para sentir o nosso filho mexer.
    Tenho a convicção de que um dia irás passar uns anos a África. Alegra-me e "desalegra-me".
    Aflige-me pensar que te possas sentir só.
    Procuro por ti mesmo quando sei que não estás.
    Vou fumar um cigarro... ;)

    Simples

    terça-feira, 4 de maio de 2010
    Não há cinquenta maneiras de o dizer....amo-te.

    Solinho bom

    segunda-feira, 12 de abril de 2010
    O sol voltou…e com ele as saudades e as recordações de dias passados na praia, no conforto da tua presença, da certeza de que estamos bem…
    O sol voltou…e com ele a vontade sempre presente de passar longas horas a passear contigo à beira mar, de partilhar almoços, jantares, momentos…momentos por vezes cheios de gargalhadas e conversa, outras vezes cheios de silêncio, a apreciar simplesmente a companhia e o panorama…
    O sol voltou…e com ele o mesmo nervoso miudinho, o medo receio que me atormentava há um ano atrás… “terá tempo para mim?”, “quererá passar uns dias comigo?”, “quererá partilhar mais uns momentos de intimidade e cumplicidade, de momentos nossos embora rodeadas de gente?”.
    O sol voltou…e com ele as roupinhas mais leves, a pele mais à mostra…tudo aquilo que me faz olhar para ti e desejar-te mais ainda do que é habitual…sim porque não me canso de dizer o quão linda és e o quão sensual e atraente consegues ser… E claro…ver-te caminhar com a pele dourada, os óculos de sol e o teu ar mais descontraído e sereno…faz automaticamente com que me apeteças, segundo sim segundo sim!
    O sol voltou…e faz-me ter mias vontade ainda de estar contigo…de partilhar as noites quentes, os lugares acolhedores e tranquilos, as casas à beira-mar…e os disparates perpetuados por mim e sempre eu...como nunca pode deixar de ser…
    O sol voltou…e algo não voltou…simplesmente porque esteve sempre cá, e continua a estar…o sentimento…e o mel, do qual pareço nunca me conseguir livrar…a vontade sempre igual de dizer a escrever em todo o lado…
    O sol voltou….e com ele este pedido meu…passa mais um verão comigo…dias, noites, tardes, momentos, risos, gargalhadas, calor…natural e humano…mais uns bilhetinhos escritos na prata de um maço de cigarros, na toalha de papel de um restaurante qualquer…
    GMDT…

    Peso e medida...

    sexta-feira, 9 de abril de 2010
    E que tal dar um pouco menos e pedir muito menos?
    Dar menos porque....a questão é que quanto mais tento dar, pior dou...mais chato se torna, mais repetitivo, e mais pressiona...

    Pedir muito menos porque....antes de pedir, é preciso ganhar-se o direito de pedir...e há que saber pedir, saber COMO pedir...com peso e medida. Pedir não é exigir, pedir não é pressionar, pedir não é querer obrigar...e mais que tudo, pedir não pode ser exclusivo nem pedir exclusividade...

    Portanto...

    E que tal dar menos mas melhor, e pedir muito menos mas saber pedir...?
    quinta-feira, 1 de abril de 2010
    Não deixa de ter piada, ou só mesmo de ser estúpido, a facilidade com que me relaciono e me exprimo com as outras pessoas, e no entanto contigo meto os pés pelas mãos e atrapalho-me a cada instante...

    Enquanto dormes...

    segunda-feira, 22 de março de 2010
    ...aqui ao meu lado...serena...linda...apetecia-me não te acordar, para te ter aqui o resto da noite até o dia nascer.
    Sinto-te esbarrar cada vez mais num sono profundo, e pergunto-me se estarás a sonhar...com quê? Com quem?
    Penso comigo...."dora, agora fica feliz por este momento e não voltes a querer já pedir mais, a pensar no amanhã...se irá falar, se não...se pouco ou muito..."

    Ao longo deste tempo fui perdendo a vontade de gritar alto o quanto te amo...ou pelo menos de gritá-lo a ti....ou melhor, não perco a vontade nunca de o dizer, mas sinto que não devo....não quero mais parecer criança aos teus olhos...apetece-me aconchegar-me juntinho a ti, cheia de mimo....mas não posso, não quero.
    Quereria mudar a imagem que tens de mim...aquela à qual achas uma certa graça em dias e momentos como este, mas que nos teus dias de silencio, de ausência e de distância te fazem perder a vontade de estar comigo...

    Não sou homem, logo provavelmente nunca irás sentir-te protegida nos meus braços como te sentirias ou já sentiste nos braços de outros...não virás procurar refúgio no meu colo...nem vens...

    Quereria que me sentisses segura e firme, que me visses como a adulta que ainda não sou mas talvez ainda venha a ser...para finalmente talvez achares que podes e queres continuar comigo sempre...

    Acordaste...

    Please

    sexta-feira, 19 de março de 2010
    Let me in...
    Don't leave me out...

    Foste sempre tu

    quinta-feira, 18 de março de 2010


    Desde que iniciei este blog, a maior parte dos posts foram dirigidos a ti...é uma realidade. No fundo, este meu blog tornou-se o teu blog, tornou-se o lugar onde escrevo, desabafo e partilho tudo o que me vai na alma quando o assunto és tu; o lugar onde me venho refugiar para te dizer tudo aquilo que muitas vezes não te sei dizer cara a cara...seja por vergonha, por receio ou outro motivo qualquer.

    Entraste na minha vida e nunca mais dela saíste....nem mesmo quando saíste. O futuro, não o sei...nem tu tampouco...nem ninguém na verdade. Sei que há muito provavelmente alturas em que preferias que não existisse nada disto entre nós, simplesmente porque é demasiado complicado, porque eu sou demasiado exigente, e a última coisa de que necessitas é de complicações...complicações desnecessárias.
    Sei que tu e eu vemos as coisas de forma diferente....eu quero fazer a minha vida contigo, quereria casar contigo, quereria ter um "Gabriel" contigo...ou um Santiago, ou simplesmente uma criança...pouco me importa o nome na verdade.
    Tu...tu não pensas nisso, eu sei...tu precisas pensar nas coisas reais da tua vida, nas tuas lutas diárias que nada têm a ver connosco, e compreendo...claro que sim.

    Passei muitos meses a ouvir coisas daqui e dali, conselhos, opiniões, uns positivos, outros negativos...para a maior parte, ouvi mas não segui... Sei que para quem está de fora, muitas vezes nada disto faz sentido, e não recrimino quem me quer ajudar. No entanto, sei que quem está por dentro sou eu...somos nós.
    Talvez um dia acabe por dar razão a quem diz "isto" ou "aquilo", talvez um dia chegue à mesma conclusão que essas pessoas, mas talvez um dia sejam elas que acabem por entender...

    No fundo, nada disso me interessa...vou esperando sempre, simplesmente porque ensinaste-me a confiar. Sim, em tempos "desconfiei", "desconfiava", duvidava a todo e qualquer instante, mas não mais.

    Se for a ver, a verdade é que não te conheço como quereria, escondes imensas coisas, umas porque pertencem só a ti, outras porque sabes que só iriam magoar sem necessidade. Mas ainda assim, conheço qualquer coisa de ti....sei a tua sensibilidade, a tua vulnerabilidade extremamente bem dissimulada, disfarçada até diria... Sei a tua força também, alguns dos teus demónios... Sei os teus defeitos, mas também sei as tuas qualidades. E são essas mesmo que me interessam, são essas mesmo que me fazem amar-te, que me fazem acreditar, que me fazem lutar, ou pelo menos tentar. Mais do que tudo, são essas mesmo que me fazem esperar sempre por ti.

    Onde eu quero chegar com tudo isto é simplesmente a isto...amo-te...amo-te porque és forte, mas também sensível. Amo-te porque me comove a tua vontade de mudar o mundo, o teu coração enorme e o teu altruísmo para com os mais carenciados.
    Amo-te porque me fascina a tua essência, o teu brilho, o teu sorriso.
    Não foi algo que eu escolhi..ninguém escolhe amar, não é? No máximo pode tentar-se sim não amar ou deixar de amar, mas amar, ninguém escolhe...acontece. Pois aconteceu-me contigo. E gosto desse sentimento. Gosto de olhar para ti e ver coisas que outras pessoas não vêm. Gosto de te ouvir e adivinhar o que fica por dizer, o que fica por detrás das palavras.
    Amo-te porque no meio das tuas ausências, as tuas "presenças" fazem todo e qualquer silêncio valer a pena.
    Amo-te porque não és uma miúda qualquer, uma pessoa qualquer, uma mulher qualquer. És uma MULHER, com letras grandes sim!
    Muitas vezes apaixonamo-nos não tanto por quem se parece connosco mas sim por quem é tudo aquilo que gostaríamos de ser. Não acredito que alguma vez te tenhas apaixonado por mim por eu ser alguma coisa que quererias ser, mas da minha parte sei que esse conceito se aplica.
    Sou eu quem vive sozinha, sou eu quem não deve contas a ninguém, mas és tu a independente, a responsável, a forte. És tu quem toma as rédeas da sua vida para chegar precisamente onde quer chegar.
    Custa muito não é? Eu sei... Fazes imensos sacrifícios, vais deixando isto e aquilo para trás, para mais tarde, porque acreditas que haverá sempre tempo para os "isto" e os "aquilo".
    Defines as tuas prioridades e dedicas-te a elas, lutas com unhas e dentes, venha quem vier, haja o que houver.
    Admiro a tua força, a tua capacidade de sacrifício, a tua determinação. Mais te admiro ainda por saber que és essas coisas todas a despeito de toda a tua fragilidade.
    No fundo, lá bem no fundinho, és frágil, vulnerável, sensível....duvidas, continuas a sofrer imensas mágoas, tens receios e medo, mas tens a capacidade de enterrar isso tudo e enfrentar todas as batalhas, independentemente disso tudo.
    Entendes porque te amo, porque te admiro?
    Seria fácil saíres à rua e lamentares-te da tua vida, das tuas mágoas, da falta de sorte, das dificuldades...seria fácil curvares um pouco as costas e esperar pelas festinhas na cabeça...seria fácil teres pena de ti própria. Mas tu raramente escolhes a facilidade, e é aí que ganhas todo o teu valor.

    Quem te vê lutar, quem te vê viver, assim ao de longe, provavelmente não vê as cicatrizes que tens por dentro...vêm o sorriso, sem saber que por dentro podes estar a chorar.
    Quem te vê tão sorridente, a dançar e a rir, de copo e cigarro na mão, não vê a "pequenina" que se vai aconchegar e aninhar a seguir nos seus lençóis, como que a tentar proteger-se das coisas más que a rodeiam.

    Tens a maior riqueza que alguma vez alguém poderá ter....tens força e vontade de viver!

    Desde que iniciei este blog, quase só escrevi sobre ti, repetindo vezes sem conta as mesmas coisas....mas a realidade é esta...após mais de um ano de convivência e divergências, continuo a ver em ti exactamente o mesmo de sempre...exactamente o mesmo que me fez ficar fascinada contigo e por ti, que me fez apaixonar por ti, que me fez tentar lutar e esperar por ti, e que ainda hoje me faz gostar de ti como nem eu sabia que podia gostar.

    Amo-te muito....és, sem sombra de dúvida, uma grande MULHER, ainda que muitas vezes não o vejas.
    Não duvides nem deixes que ninguém te faça duvidar de ti, nunca!
    Os persistentes são vencedores, os desistentes nunca poderão vencer...

    beijo.

    Oscilações

    quinta-feira, 11 de março de 2010
                                                                                                                                                                            
    Num minuto apetece-me gritar "AMO-TE!!" e no outro já me apetece virar costas...
                                                                                                                                                                            

    "Porquê..?"

    quarta-feira, 3 de março de 2010
                                                                                                                                                                               A resposta é muito simples....não é por comodismo, por defeito ou por cegueira....nem tão pouco por receio do que poderá ou poderia vir a seguir, ou talvez antes não vir.
    É simplesmente porque sim...porque não consigo não gostar. Porque vejo para além, muito para além de todo e qualquer "mas". É porque gosto. Ponto.                                                                                                      

    ......

    terça-feira, 2 de março de 2010
                                                                                                                                                                        Por vezes quase me esqueço da tua cara...

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